O governo dos Estados Unidos tem ajudado os exportadores do país a vender
sistemas de telecomunicações para a Macedônia, tratores para o Chade e
elevadores para o Japão. Agora, está ajudando a impulsionar um outro tipo de
exportação: o rock americano.
Pela primeira vez, o braço de comércio do governo dos EUA está apoiando o mercado da música e financiou nos últimos meses missões comerciais de gravadoras independentes para o Brasil e a Ásia. Essas gravadoras respondem por cerca de um terço do mercado americano de música e representam artistas.
É uma mudança de direção para a Administração de Comércio Internacional (ITA, na sigla em inglês) que gastou US$ 2 milhões por ano para aumentar as exportações nas últimas duas décadas por meio do seu Programa de Desenvolvimento de Mercado Cooperador, mas que nunca tinha concedido antes um de seus subsídios de US$ 300.000 à indústria da música. O programa costuma atender setores como o de máquinas, tecnologia e serviços de engenharia.
Até o ano passado, a agência não tinha recebido nenhuma solicitação da indústria fonográfica. "Precisamos encontrar novas fontes de receita", diz Rich Bengloff, presidente da Associação Americana de Música Independente. Ele organizou reuniões com distribuidores locais, operadoras de telefonia celular, agentes de shows e agências de publicidade. "Temos que nos adequar a uma menor monetização nos EUA."
Selos independentes veem grandes oportunidades na América Latina e na Ásia. Muitos dos executivos de gravadoras independentes que visitaram Seul, Xangai e Hong Kong no segundo semestre do ano passado como parte do programa do ITA já assinaram contratos de distribuição e licenciamento no exterior que vão gerar centenas de milhares de dólares por ano, diz Bengloff. Os acordos podem chegar a 25% da receita de pequenas gravadoras.
Alec Bemis, sócio-gerente do selo independente Brassland, de Nova York, disse que, como resultado de uma missão comercial subsidiada pelo governo, assinou recentemente acordos de distribuição digital na Coreia do Sul e em Hong Kong, iniciou negociações para licenciar uma canção para um comercial da Hyundai Motors 005380.SE 0.00%e fechou acordos para shows em festivais em Hong Kong e Taiwan por valores que chegam a cinco dígitos.
As exportações são parte de um plano de sobrevivência, à medida que a indústria da música luta para se adaptar às enormes transformações na tecnologia. Para as gravadoras independentes, que enfrentam escassez de recursos e não têm o mesmo alcance das grandes, as exportações são ainda mais importantes para crescer. Além disso, a participação da música americana no mercado global caiu de 38% em 1990 para 27% hoje.
As vendas de música nos EUA — tanto digitais como físicas — somaram US$ 7,1 bilhões no ano passado, de acordo com a Associação da Indústria Fonográfica dos EUA, comparado com US$ 11,8 bilhões dez anos atrás. A disponibilidade crescente de música de qualidade e gratuita no YouTube, serviços de streaming como o Spotify e Pandora e a pirataria prejudicam o setor.
Nos EUA, as vendas digitais respondem por 58% do mercado de música, segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica, ou IFPI. A Alemanha, ao contrário, compra apenas 19% da sua música no formato digital.
O Japão, que em 1990 tinha a metade do tamanho do mercado americano, pode se tornar líder mundial nas compras de música no próximo ano, segundo analistas, graças ao seu grande interesse por gravações e CDs. A música digital representa apenas 17% do mercado japonês, informa a IFPI.
No Brasil, que segundo a IFPI ocupa o oitavo lugar no ranking mundial, a receita total foi de R$ 504 milhões em 2012, 8,9% maior do que no ano anterior, e o formato digital representou 27% das vendas. A receita com o formato digital cresceu 81% em 2012, enquanto as vendas físicas caíram 10% no ano.
Bemis, da gravadora Brassland, que retornou da missão ao Brasil recentemente, diz que depois de comparar as lojas de discos, casas noturnas e as expressões faciais dos brasileiros ao mencionar os nomes das bandas que representa, ele acredita que o Brasil pode vir a ser ainda mais lucrativo do que a Ásia. Bemis não fechou nenhum negócio no país, mas a pesquisa de mercado que a viagem lhe proporcionou, segundo ele, foi inestimável. "Eu pensei: 'Ah, isso pode dar certo.'"
Pela primeira vez, o braço de comércio do governo dos EUA está apoiando o mercado da música e financiou nos últimos meses missões comerciais de gravadoras independentes para o Brasil e a Ásia. Essas gravadoras respondem por cerca de um terço do mercado americano de música e representam artistas.
É uma mudança de direção para a Administração de Comércio Internacional (ITA, na sigla em inglês) que gastou US$ 2 milhões por ano para aumentar as exportações nas últimas duas décadas por meio do seu Programa de Desenvolvimento de Mercado Cooperador, mas que nunca tinha concedido antes um de seus subsídios de US$ 300.000 à indústria da música. O programa costuma atender setores como o de máquinas, tecnologia e serviços de engenharia.
Até o ano passado, a agência não tinha recebido nenhuma solicitação da indústria fonográfica. "Precisamos encontrar novas fontes de receita", diz Rich Bengloff, presidente da Associação Americana de Música Independente. Ele organizou reuniões com distribuidores locais, operadoras de telefonia celular, agentes de shows e agências de publicidade. "Temos que nos adequar a uma menor monetização nos EUA."
Selos independentes veem grandes oportunidades na América Latina e na Ásia. Muitos dos executivos de gravadoras independentes que visitaram Seul, Xangai e Hong Kong no segundo semestre do ano passado como parte do programa do ITA já assinaram contratos de distribuição e licenciamento no exterior que vão gerar centenas de milhares de dólares por ano, diz Bengloff. Os acordos podem chegar a 25% da receita de pequenas gravadoras.
Alec Bemis, sócio-gerente do selo independente Brassland, de Nova York, disse que, como resultado de uma missão comercial subsidiada pelo governo, assinou recentemente acordos de distribuição digital na Coreia do Sul e em Hong Kong, iniciou negociações para licenciar uma canção para um comercial da Hyundai Motors 005380.SE 0.00%e fechou acordos para shows em festivais em Hong Kong e Taiwan por valores que chegam a cinco dígitos.
As exportações são parte de um plano de sobrevivência, à medida que a indústria da música luta para se adaptar às enormes transformações na tecnologia. Para as gravadoras independentes, que enfrentam escassez de recursos e não têm o mesmo alcance das grandes, as exportações são ainda mais importantes para crescer. Além disso, a participação da música americana no mercado global caiu de 38% em 1990 para 27% hoje.
As vendas de música nos EUA — tanto digitais como físicas — somaram US$ 7,1 bilhões no ano passado, de acordo com a Associação da Indústria Fonográfica dos EUA, comparado com US$ 11,8 bilhões dez anos atrás. A disponibilidade crescente de música de qualidade e gratuita no YouTube, serviços de streaming como o Spotify e Pandora e a pirataria prejudicam o setor.
Nos EUA, as vendas digitais respondem por 58% do mercado de música, segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica, ou IFPI. A Alemanha, ao contrário, compra apenas 19% da sua música no formato digital.
O Japão, que em 1990 tinha a metade do tamanho do mercado americano, pode se tornar líder mundial nas compras de música no próximo ano, segundo analistas, graças ao seu grande interesse por gravações e CDs. A música digital representa apenas 17% do mercado japonês, informa a IFPI.
No Brasil, que segundo a IFPI ocupa o oitavo lugar no ranking mundial, a receita total foi de R$ 504 milhões em 2012, 8,9% maior do que no ano anterior, e o formato digital representou 27% das vendas. A receita com o formato digital cresceu 81% em 2012, enquanto as vendas físicas caíram 10% no ano.
Bemis, da gravadora Brassland, que retornou da missão ao Brasil recentemente, diz que depois de comparar as lojas de discos, casas noturnas e as expressões faciais dos brasileiros ao mencionar os nomes das bandas que representa, ele acredita que o Brasil pode vir a ser ainda mais lucrativo do que a Ásia. Bemis não fechou nenhum negócio no país, mas a pesquisa de mercado que a viagem lhe proporcionou, segundo ele, foi inestimável. "Eu pensei: 'Ah, isso pode dar certo.'"
massa demais
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